A compatibilidade entre a agenda oficial e as necessidades dos setores regulados, como a radiodifusão, foi debatida em painel do Seminário Políticas de Comunicações, que contou com a participação do presidente-executivo da ABERT, Cristiano Lobato Flôres, na terça-feira (24), em Brasília.
Segundo ele, a agenda combina inovação tecnológica, defesa institucional do trabalho jornalístico e da justa competição entre os agentes de mercado. Lobato Flôres lembrou que o ano eleitoral exige atenção redobrada à liberdade de expressão.
"A ABERT tem uma atuação muito consolidada nestes três pilares. O primeiro é um pouco mais etéreo, de defesa da liberdade de expressão e de imprensa, especialmente no período eleitoral. Por um lado, é um período muito rico, de realizações de entrevistas, debates, mas, por outro, traz um tensionamento em relação ao trabalho da imprensa e que exige uma atuação firme de nossa entidade”, afirmou.
No cenário de competição, Lobato Flôres falou também sobre a atuação da ABERT nos projetos de lei de interesse do setor que tratam sobre inteligência artificial, VoD e de mercados digitais, em tramitação no Congresso Nacional.
Na área tecnológica, Lobato Flôres citou a implementação da TV 3.0 e as discussões sobre a viabilidade do rádio híbrido no país.
“Iremos iniciar as operações do DTV+ neste ano. São diversos os desafios que se impõem em uma mudança de padrão tecnológico, como a necessidade de obtenção de linhas de financiamento, ampliação de espectro, desenvolvimento da indústria de transmissores e receptores, migração de audiência, dentre tantos outros. Estamos preparados para estes desafios”, concluiu.
Promovido pelo portal Teletime, o painel teve ainda a participação do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Baigorri, do secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Hermano Tercius, do presidente-executivo da Conexis Brasil Digital, Marcos Ferrari, do presidente da NEO, Rodrigo Schuch Wegmann, e do diretor de Relações Institucionais da InternetSul, Fábio Badra.
O compartilhamento de postes, o combate ao cibercrime e a agenda de espectro estão no centro dos esforços das principais associações de telecomunicações em 2026 no Brasil. Representantes das entidades defenderam maior organização do mercado, condições regulatórias equilibradas e avanço em políticas públicas que garantam segurança jurídica e competitividade.
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