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    Para Além do Dial, Rádio 3.0 e sua relação com Minas Gerais: Pesquisa inédita mostra conexão do rádio com ouvintes mineiros

    As tendências e oportunidades oferecidas pelo rádio no estado mineiro estão na pesquisa “Para além do dial, rádio 3.0 e sua relação com Minas Gerais”, encomendada pela ABERT e AMIRT e apresentada pela diretora de Inteligência de Mercado da Quaest, Nathália Porto, durante o evento “Rádio & Mercado em Sintonia”, na quinta-feira (18), em Belo Horizonte (MG).

    Diálogos ABERT: É preciso olhar de novo para a Austrália

    Com a inteligência artificial à espreita em cada esquina para surrupiar os conteúdos jornalísticos tão arduamente produzidos pelos veículos de comunicação, a tendência é de os veículos instalarem todas as trancas tecnológicas possíveis para evitar que a casa continue sendo arrombada. O caminho é necessário e urgente para quem não o fez ainda, mas insuficiente para a dimensão do saque que está sendo conduzido contra o material jornalístico em todo o mundo.

    Apesar dos reforços nas fechaduras, os modelos de IA não raro driblam as defesas e seguem se refestelando no bufê de conteúdos jornalísticos necessários para manter seus modelos bem alimentados. Ações legais, acordos isolados e sistemas mais avançados para impedir o acesso não-autorizado são medidas válidas e importantes. Mas somente uma regulação que estabeleça o respeito generalizado, e a devida compensação, ao uso de conteúdos protegidos por direitos autorais será capaz de lidar em larga escala com o tamanho do problema e de suas consequências – o enfraquecimento gradual do jornalismo, com a respectiva perda de referências sobre a realidade, a pluralidade e a própria democracia.

    Por tudo isso, é preciso fazer avançar – também no Brasil, e antes que seja tarde demais – legislações que ponham fim ao furto de conteúdos e, ao mesmo tempo, imponham um pagamento generalizado compensatório aos veículos jornalísticos. Poderíamos chamar essa cobrança, e seu devido repasse aos meios, como uma taxa de combate à poluição social. Como efeito secundário de sua atividade, as big techs disseminam, ainda que involuntariamente, dejetos desinformativos que são limpos pelos veículos jornalísticos, cuja missão central é apurar fatos, verificar versões, apresentar contextos, certificar circunstâncias e abrir espaços para contraditórios e visões plurais. São os meios jornalísticos, portanto, que fazem a limpeza deste ecossistema poluído. Assim, nada mais justo que recebam dos poluidores um mínimo percentual de seus ganhos para compensar a faxina constante da poluição social.

    Para se constatar como isso é possível, deve-se olhar para a Austrália, que mais uma vez está saindo na frente para equilibrar minimamente a balança entre big techs e veículos jornalísticos. Em vigor desde 2021, o News Bargaining Code (NBC) australiano foi um grande avanço ao estabelecer uma negociação mandatória entre as duas partes, sob pena de arbitragem definitiva do organismo antitruste. A regulação resulta em um repasse estimado em U$ 180 milhões anuais a veículos de todos os portes, mas ela tem uma limitação grave: se a plataforma retirar todo o conteúdo jornalístico de terceiros, como fez a Meta, se exime do pagamento.

    Agora, o parlamento australiano está por aprovar até o fim do ano, com amplo apoio entre partidos de diferentes tendências, o News Bargaining Incentive (NBI), uma legislação engenhosa que prevê o recolhimento de uma contribuição equivalente a até 2,25% de toda a receita obtida por big techs em território australiano, a ser repassada aos veículos caso não haja acordos entre as duas partes. Não importa se a plataforma usa ou não conteúdos jornalísticos e nem se recolhe o valor da publicidade dirigida à Austrália em outra jurisdição. O que conta é o ganho obtido no mercado local. O valor a ser distribuído entre meios que produzem “jornalismo de interesse público” segue uma cesta de indicadores, sendo o principal deles o número de jornalistas empregados por veículo. O objetivo não é estimular audiências, que poderiam ser infladas com conteúdos sensacionalistas, mas a produção de jornalismo sério e responsável – exatamente o sentido de uma taxa de combate à poluição social. É hora de o Brasil discutir a sua também.

     

    Por Marcelo Rech, presidente-executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), vice-presidente do Comitê de Diretores da Associação Mundial de Editores de Notícias (WAN-IFRA), ex-presidente do World Editors Forum (WEF), da WAN-IFRA, e membro do Conselho Editorial do Grupo RBS. Jornalista, consultor e executivo de mídia com 27 anos de experiência em jornalismo, gestão, ética, governança, assuntos institucionais e liderança de organizações de comunicação no Brasil e no exterior.

    Ao longo da carreira, liderou operações multimídia e equipes com mais de 1.200 jornalistas em períodos de grandes transformações. Foi repórter especializado em política, economia, relações internacionais, meio ambiente e cobertura de conflitos. Também integrou conselhos e fóruns internacionais dedicados à defesa da liberdade de imprensa e da sustentabilidade do jornalismo, participando de missões e iniciativas em diferentes países. É colunista e palestrante.

    MCom publica resultado preliminar de seleção para RTV primária e abre prazo para impugnações

    O Ministério das Comunicações (MCom) publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira (17) o Edital nº 278/2026, que torna pública a relação das entidades mais bem classificadas no procedimento de seleção referente ao Edital nº 224/2024, destinado à execução do Serviço de Retransmissão de Televisão (RTV), em caráter primário e com tecnologia digital.

    Rádio & Mercado em Sintonia – BH: pesquisa inédita apontará dados sobre relevância do meio em MG

    Uma pesquisa inédita sobre a relevância do rádio em todo o estado de Minas Gerais será apresentada na próxima edição do Rádio & Mercado em Sintonia, na quinta-feira (18), em Belo Horizonte (MG). Encomendada pela ABERT e pela AMIRT (Associação Mineira de Rádio e Televisão), a pesquisa da Quaest Inteligência apontará dados sobre os hábitos, linguagens e oportunidades do meio para marcas e negócios e será apresentada ao público presente, formado por representantes do mercado publicitário e radiodifusores.

    Diálogos ABERT: A Internet que devemos defender

    Nelson Saldanha descrevia a vida social a partir do jardim e da praça. O primeiro remete ao espaço da intimidade e das relações mais próximas; a segunda, ao espaço do encontro, da circulação e da vida pública. A invenção da Internet fez com que jardins e praças passassem a coexistir sobre a mesma infraestrutura, permitindo que interações privadas, atividades econômicas, debates políticos e produção cultural compartilhassem um mesmo ambiente. Essa característica, entretanto, não surgiu espontaneamente, ela foi construída por escolhas de arquitetura e governança que definiram como a rede funcionaria. 

    ABERT participa de seminário sobre evolução da TVRO

    O diretor de Tecnologia da ABERT, Luiz Carlos Abrahão, participou, na terça-feira (9), em São Paulo (SP), do workshop promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Telecomunicações por Satélite (Abrasat), que reuniu representantes de toda a cadeia produtiva da TV aberta via satélite para discutir os próximos passos da evolução tecnológica da TVRO no Brasil.

    Diálogos ABERT: Conectividade: a base para avançarmos para um Brasil digital

    A conectividade deixou de ser apenas um serviço de infraestrutura para se tornar um dos principais pilares do desenvolvimento econômico e social. Em um mundo impulsionado por inteligência artificial, computação em nuvem, internet das coisas e digitalização de serviços, países competitivos são aqueles capazes de oferecer redes robustas, resilientes e acessíveis à população e às empresas. Nesse cenário, o Brasil tem avançado de forma significativa. 

    ACERT lança "Fala Norte Nordeste"

    Foi lançado oficialmente, na quarta-feira (3), o Fala Norte Nordeste, considerado um dos principais eventos da indústria de mídia e entretenimento das duas regiões brasileiras e que será realizado entre os dias 25 e 27 de novembro em Fortaleza (CE).

    ABERT lança estudo inédito sobre o “Rádio 3.0”

    A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) lançou, nesta quarta-feira (3), o estudo "Rádio 3.0: relevância e força de estratégia para o mercado publicitário", pesquisa inédita que posiciona o rádio como um meio híbrido, unindo a força da transmissão com a inteligência e dados da internet, e multiplataforma, essencial para o fortalecimento de marcas e de anunciantes.

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      Email: abert@abert.org.br

      Telefone: (61) 2104-4600

      Telefone: 08009402104

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