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    Agência japonesa realiza estudo para identificar “gargalos” no processo de digitalização da TV

    A Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), vinculada ao governo japonês, vai realizar um estudo para avaliar o andamento da implantação da TV digital no Brasil. O objetivo é identificar as principais dificuldades no processo e ajudar o governo brasileiro a desenvolver ações para acelerar a digitalização, cujo prazo final é 2016.

    Para isso, a JICA encaminhou às emissoras de TVs brasileiras um questionário sobre o desenvolvimento do sistema digital em suas estações.  No documento, a agência pergunta quando a emissora iniciou a transmissão digital, o motivo pelo qual ainda não iniciou, se solicitou freqüência mas, ainda não foi atendida, e se precisou de financiamento do ProTV, programa de apoio à implantação da TV Digital do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

    A equipe de especialistas do JICA também conversará com fabricantes de equipamentos e fará visitas a algumas emissoras até a primeira quinzena de maio, em Manaus, Belém, João Pessoa e Campinas. Eles já estiveram com representantes de emissoras do Rio de Janeiro.

    De acordo com a coordenadora do módulo técnico do Fórum de TV digital, Ana Eliza Faria e Silva, depois de consolidado o levantamento, os governos japonês e brasileiro vão formatar um projeto para desenvolver ações pontuais com a intenção de acelerar o processo de digitalização. A cooperação é prevista em contrato com países que adotam o modelo japonês, como é o caso do Brasil.

    “A proposta será negociada entre os dois governos, que farão uma plano de cooperação. Esse projeto pode conter desde a capacitação de profissionais até formas de financiamento”, avalia  Ana Elisa. Para ela, as maiores dificuldades da digitalização da TV brasileira é a escassez de mão de obra para instalações, a morosidade nos processos de consignação e a capacidade de financiamento.

    Processo

    De acordo com o Ministério das Comunicações, o sinal digital cobre 47% dos domicílios brasileiros, com alcançe de 500 cidades. O órgão finalizou a análise de todas as solicitações de geradoras para a digitalização, e, até o final do ano, pretende zerar uma fila de 1,8 mil pedidos de retransmissoras.

    Até agora foram 204 consignações, mas, segundo o ministério, ainda há 293 pendências, como falta de documentação. Além disso, até março, 100 geradoras ainda não haviam pedido a consignação de seus canais.

    Técnicos do Minicom visitaram o Japão no ano passado e estão em Las Vegas, na NAB Show 2012, para conversar com radiodifusores e conhecer mais de perto como foi o processo de digitalização da TV nos Estados Unidos. 

    Com as informações da JICA e dos relatórios sobre as visitas, o governo brasileiro deve apresentar até o final do ano um plano de desligamento analógico, provavelmente “contendo eventuais ações para radiodifusores que não tenham recursos para adquirir equipamentos e um reforço na distribuição de receptores para a população mais baixa”, diz o secretário de Comunicação Eletrônica do ministério, Genildo Lins.

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