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    Diálogos ABERT: Os Três Elementos de Uma Estratégia Robusta

    Muitas estratégias falham pela falta de uma visão de futuro consistente. E essa visão torna-se pobre por falta de imaginação. Normalmente isso ocorre quando pensamos a estratégia com foco excessivo em metas numéricas, quando nossa análise dá foco excessivo ao presente ou tratamos o futuro como sendo único e não múltiplo, deixando de explorar as possibilidades (!) que a incerteza nos traz.

    Esse panorama se aplica aos mais diversos setores. E com o rádio e a televisão não é diferente. Formular uma visão de futuro exige coragem, criatividade e método para imaginar cenários que ainda não existem e que podem inclusive desafiar a nossa própria existência da forma como fomos e somos. E isso não quer dizer pensar em futuros artificiais com cenários pessimistas ou catastróficos, mas criar futuros com características da vida real, com elementos bons e ruins simultaneamente presentes neles.

    Além disso, a provocação de pensar cenários não é para prever o futuro, mas desenhar destinos possíveis para todo o contexto externo do negócio. Essa “brincadeira com o futuro dos elementos ao nosso redor” também tem o efeito de nos fazer ver oportunidades e ameaças do presente que não víamos ou às quais não dávamos muita importância.

    Entretanto, mesmo que brilhante, uma visão de futuro morre sem apoio. Uma estratégia também é um pacto, um alinhamento político dentro da empresa. Sem um processo que explicite conflitos e que seja participativo, a estratégia pode enfrentar resistências silenciosas ou apatia. Quanto mais os objetivos e metas da programação estratégica forem construídos de forma combinada e compartilhada com a equipe, maior o sentimento de propriedade sobre o que precisa ser feito e maior a mobilização para a ação.

    Também é desejável que as pessoas se envolvam o máximo possível com os cenários, possibilitando que se imaginem vivendo nesses futuros. Assim, conseguirão entender e se mobilizar mais para o que é inevitável, prioritário e urgente. E estarão mais dispostas para experimentar e explorar o que precisar ser testado e inventado.

    Por fim, a estratégia é uma forma lógica de organizar os esforços coletivos. Aqui entram os elementos de programação, concretizando esse pacto em metas, entregas e cronogramas. Metodologias como OKR, planejamento orçamentário e gestão ágil e de projetos são fundamentais para fazer a estratégia acontecer. Todavia, se começamos por esta organização lógica, teremos um plano de ação com coisas que queremos fazer e não necessariamente uma estratégia articulada com o futuro.

    Como você tem construído a estratégia da sua empresa? Que elementos tem considerado?

    Por Fernando Braga, Engenheiro Eletrônico (UFPE), com formação no Programa de Scenario Planning da Universidade de Oxford e autor convidado de Oxford Answers. Mestre com mérito em Gestão Pública e Políticas Públicas pela Universidade de Londres. Consultor em Gestão desde 2008, tendo atendido mais de 250 organizações privadas, públicas, do terceiro setor e multissetoriais, e com experiência em diversas empresas de porte pequeno e médio em todas as regiões do Brasil.

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