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    Estudo da RSF aponta cenários para o futuro do jornalismo e reforça papel da informação confiável

    Um estudo internacional intitulado “Futuros do Jornalismo: Cenários e implicações para o jornalismo íntegro e de confiança para os próximos 10 anos”, conduzido pelo Laboratório de Estudos sobre Organização da Pesquisa e da Inovação (Lab-GEOPI), da Unicamp, em colaboração com a Repórteres sem Fronteiras (RSF), analisa os possíveis cenários para o jornalismo na próxima década e os desafios para a manutenção de uma informação confiável. O levantamento foi lançado na sexta-feira (27).

    Realizada entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, a pesquisa busca identificar caminhos para o fortalecimento de um jornalismo comprometido com o método de produção e com a integridade informacional.

    O estudo destaca ainda a importância do fortalecimento do jornalismo local, especialmente em países com grande diversidade regional, como o Brasil. De acordo com o relatório da RSF, as emissoras de rádio e televisão desempenham papel estratégico ao levar informação de interesse público e contribuir para a cidadania.

    Diante da crescente fragmentação da informação e da expansão de conteúdos fora dos padrões jornalísticos, a credibilidade se consolida como o principal ativo do setor. Nesse contexto, a radiodifusão mantém papel essencial ao oferecer conteúdo verificado, plural e de interesse público, fortalecendo a democracia.

     

    Transformações e riscos

    O relatório aponta uma fase de profunda transformação dos meios tradicionais, marcada pelos impactos produzidos pela ruptura nos modelos de produção e distribuição.

    Entre as principais tendências estão a fragmentação da produção, com o avanço de produtores individuais; a intermediação tecnológica crescente, com algoritmos e chatbots; e a perda de centralidade do jornalismo profissional.

    Em cenários mais críticos, o chamado “fim do jornalismo” não significa o desaparecimento da informação, mas a perda de sua mediação pública, da ética profissional e de sua função cívica.

     

    Regulação e valorização profissional

    O estudo reforça a necessidade de aprimorar o marco regulatório para garantir equidade competitiva entre empresas jornalísticas e plataformas digitais.

    Também destaca a valorização do fator humano: em um ambiente cada vez mais automatizado, o trabalho de apuração, checagem e contextualização torna-se ainda mais essencial para a confiança pública.

     

    Caminhos para o futuro

    Entre as estratégias apontadas estão ampliar a adoção do método jornalístico; fortalecer o combate à desinformação; incentivar redes de cooperação; diversificar modelos de financiamento; investir em educação midiática; e atuar no fortalecimento do ambiente regulatório.

     

    O estudo completo pode ser acessado AQUI.

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