Em um dia dedicado aos debates sobre o rádio, o vice-presidente institucional da ABERT, Caíque Agustini, participou do painel “Rádio 3.0: transformação digital, inovação e novos negócios”, que contou também com a presença da diretora da Radiodata, Juliana Paiva, da diretora da Rede Metropolitana FM, Laianne Carneiro, do conselheiro da SET, Carlos Fini, e mediação do diretor na ZYDIGITAL / GUIA RÁDIO, Marco Túlio Nascimento.
Os palestrantes ressaltaram o momento de transição do meio com a transformação digital que está redefinindo a forma como as emissoras produzem conteúdo, distribuem suas programações, se relacionam com a audiência e geram receitas.
Agustini apresentou uma visão estratégica do setor a partir do conceito de Rádio 3.0 e ressaltou a oportunidade de gerar uma experiência mais rica para os ouvintes e novas possibilidades de serviços para as emissoras.
“Precisamos voltar a rediscutir o rádio aceitando as condições que estão impostas e utilizar toda a criatividade, a capacidade de achar solução, que a radiodifusão brasileira sempre teve. Nós ensinamos o mundo a fazer comunicação. A publicidade brasileira é uma das mais premiadas do mundo e tem tudo a ver com o nosso negócio. Então assim, nós somos bons pra caramba fazendo o que nós fazemos. Mas nós precisamos achar uma maneira rápida e voltar a ter capacidade de investimento, de sustentar o nosso negócio”, avaliou.
Os caminhos para se potencializar a combinação do tradicional com o digital e fortalecer o modelo de negócios do rádio, gerar novas oportunidades comerciais, ampliar a entrega de valor aos anunciantes e apoiar estratégias de marketing, vendas e monetização foram apresentados por Juliana Paiva, autora do estudo sobre Rádio 3.0, encomendado pela ABERT.
Já Laianne Carneiro compartilhou a visão do radiodifusor sobre os desafios enfrentados pelas emissoras e as estratégias e ações que podem impulsionar o seu processo de transformação digital. Laianne ressaltou os impactos e as oportunidades do novo ambiente competitivo com reflexões para as emissoras e para o setor de rádio como um todo.
A expansão da presença do rádio em plataformas digitais, streaming, aplicativos, dispositivos conectados e novos ambientes de consumo de áudio foram destacados por Carlos Fini, que ressaltou ainda como a evolução amplia o alcance das emissoras e cria novas oportunidades de relacionamento com o público.
Fotos: SET

