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    Papo ABERT: Morgado destaca relevância da radiodifusão para o mercado publicitário

    Temas como inovação tecnológica, IA, streaming, publicidade baseada em dados, força do ao vivo, associativismo, conteúdo local e o papel da radiodifusão nas políticas públicas de comunicação foram foco da abordagem do Papo ABERT desta quinta-feira (12) com o consultor e pesquisador Fernando Morgado.

    O encontro online sobre as tendências para o rádio e a TV em 2026 teve a mediação do presidente-executivo da ABERT, Cristiano Lobato Flôres, e foi acompanhado por associados da ABERT e radiodifusores de todo país.

    Durante a apresentação, Morgado apontou os caminhos da radiodifusão diante de transformações tecnológicas, novos hábitos de consumo e desafios regulatórios e destacou o trabalho focado na identificação de dados e métricas que mostrem a realidade do mercado de anunciantes em relação ao rádio e à TV aberta.

    “A gente vive um mar de desinformação também no campo do mercado e para combater essa desinformação, eu vou atrás de dados independentes, quer dizer, tudo que eu analiso não vem das próprias emissoras. São dados independentes, de instituições nacionais e estrangeiras, que, observando o comportamento de consumo, mostram uma realidade bem diferente daquela de dados gerados pelas big techs, que têm um protagonismo nisso, que dizem de si próprias, e que sempre me causaram muita estranheza tais dados serem aceitos com uma enorme naturalidade”, afirmou.

    Lobato Flôres lembrou que a falta de dados íntegros leva a uma fotografia distorcida do mercado de mídia.

    “Uma das coisas cruéis que temos quando pegamos um dado não íntegro é que ele condiciona o investimento na publicidade, ele condiciona a agência, o anunciante.”, avaliou.

    Morgado enfatizou a relevância da radiodifusão comercial para o mercado publicitário, como serviço público e negócio sustentável, capaz de proteger a cultura, a economia e a democracia e defendeu uma mudança de narrativa.

    “O rádio segue relevante, a televisão segue relevante. O objetivo é rebater algumas, ou muitas, daquelas que eu considero as maiores mentiras ditas e repetidas no mercado de comunicação, que dão a TV como morta, o rádio como morto, e depois partindo para o ‘é, eles estão vivos, eles são relevantes’. O investimento precisa ser maior, porque dá resultado e aí é uma outra escala, vai além do mero consumo, é mostrar eficiência em termos comerciais que cada um desses meios tem”, destacou. 

    Ao citar o livro de Morgado “10 tendências do rádio e da TV nas Américas”, Lobato Flôres destacou que a obra traz uma reflexão sobre a importância da radiodifusão em um contexto de inovação tecnológica, com a TV 3.0 e a possibilidade do rádio híbrido, e lembrou a força da programação ao vivo.

    “Ao vivo e prestação de serviço, esta é a fórmula para o engajamento das pessoas. Quando um banco anuncia na TV, por exemplo, é um empréstimo de credibilidade que faz para a marca, porque tem jornalismo, esporte, prestação de serviço, o ao vivo”, completou Morgado.

    Para o pesquisador, o fator decisivo para os dois mercados de rádio e televisão é a complementaridade do streaming.

    “Eu considero que a antena, a onda de rádio, segue extremamente relevante. A realidade indica que as pessoas consomem cada vez mais através do streaming, através do sinal ao vivo pela internet. Mas a onda tanto do rádio quanto da TV aberta é muito importante. E ao mesmo tempo, a gente tem a questão da complementariedade, porque é inegável que o streaming oferece possibilidades de consumo, de expansão da experiência do público, que são muito verdadeiras”.

    Na avaliação de Morgado, os brasileiros têm no rádio e na TV aberta a maneira mais democrática de se informar e se divertir. “Não precisa ter dinheiro, mesmo sem ter muita coisa, são meios acessíveis a qualquer pessoa em qualquer parte, um motivo de orgulho para o brasileiro”, concluiu.

    Para a íntegra do Papo ABERT, acesse: https://www.youtube.com/live/E3CYvFZ_uXs?si=FO8y_xd8Fy8xZA2N

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