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    Para Além do Dial, Rádio 3.0 e sua relação com Minas Gerais: Pesquisa inédita mostra conexão do rádio com ouvintes mineiros

    As tendências e oportunidades oferecidas pelo rádio no estado mineiro estão na pesquisa “Para além do dial, rádio 3.0 e sua relação com Minas Gerais”, encomendada pela ABERT e AMIRT e apresentada pela diretora de Inteligência de Mercado da Quaest, Nathália Porto, durante o evento “Rádio & Mercado em Sintonia”, na quinta-feira (18), em Belo Horizonte (MG).

    O estudo tem como público-alvo profissionais da área de publicidade, criação, cultura e comunicação e analisa profundamente a relação do consumidor contemporâneo com as mídias, demonstrando a relevância, a credibilidade e a força publicitária do rádio tanto no dial tradicional quanto no ambiente conectado.

    De acordo com o estudo inédito da Quaest, o rádio é um meio essencial, resiliente, que oferece frequência e permanência na memória dos ouvintes.

    Ao citar dados da Kantar IBOPE Media sobre o consumo de rádio AM/FM ou online na Grande BH (87%), Nathália ressaltou que a pesquisa Quaest mostra que o rádio é amplamente consumido por 55% dos mineiros considerados “heavy users”, ou seja, que escutam rádio de 5 a 7 dias por semana. 

    Outro dado chama atenção: 75% dos mineiros que escutam rádio têm esse hábito há mais de 20 anos.  A pesquisa revelou ainda que 20% dos mineiros escutam rádio em casa, 15%, enquanto realizam atividades domésticas, 14% no trabalho, 13% logo após acordar e 12% em deslocamento. 

    “O rádio começa no carro, no radinho, acompanha a jornada do mineiro. Um hábito que está sendo descentralizado, por ser um meio multiplataforma, e que está inserido em uma rotina altamente conectada. O rádio dita como será o dia do mineiro. O ouvinte se organiza para este dia”, afirma a diretora da Quaest.

    O estudo mostra também que a concentração da audiência nos dias úteis, no período matutino, evidencia o rádio como um verdadeiro rito diário. 46% escutam rádio no período da manhã (entre 5h e 12h) e outros 46% escutam rádio de segunda a sexta-feira.

    “O público aciona o meio por força do hábito e pela necessidade de atualização em tempo real, utilizando o rádio como um guia informativo imprescindível antes de iniciar suas rotinas externas ou durante o trânsito matinal”, afirma Nathália.

    Os mineiros ouvem rádio, em média, 3h48min por dia. E quando ligam o rádio, esperam encontrar música (38%), notícias da cidade ou região (18%), seguido de notícias do Brasil e do mundo (16%).

    Os dados apontam que quase metade dos ouvintes (42%) escutam rádio pelo aparelho comum, enquanto 24% escutam rádio pelo som do carro e 22% pelo celular. 

    Para os entrevistados, a importância do rádio é incontestável: 81% acreditam que o rádio é relevante nos dias de hoje, seja porque a notícia chega mais rapidamente e ao vivo, porque informa o que acontece na sua cidade ou região, ou porque passa informações úteis.  Para 71%, o meio faz companhia no dia a dia. Já 63% afirmam que o rádio os mantém mais conectados com o que acontece do que qualquer outro meio.

    A pesquisa destaca ainda características como confiança e credibilidade, em especial em um mundo tomado pela desinformação; adaptabilidade, uma força reconhecida pelos anunciantes; e linguagem do meio, adaptada ao cotidiano do ouvinte. 

    68% dos mineiros afirmam que as informações do rádio não são fake news, 66% confiam no que escutam no rádio; 51% confiam nas recomendações que recebem no rádio e 50% afirmam que o rádio é mais confiável que outros meios de comunicação.

    “A capacidade de se manter relevante e presente é o que consolida o rádio como um hub de alta tração. As cinco características da linguagem que sustentam esta relação são: fixação da mensagem, credibilidade, adaptabilidade, segmentação de nicho e custo-benefício”, afirma a pesquisa.

    Quando o assunto é retenção de mensagem, o rádio é maior que os gigantes do digital. Segundo a Quaest, os formatos de propagandas em áudio ou digital que os mineiros lembram de ter ouvido nos últimos 30 dias são: comerciais no rádio entre os programas e as músicas (22%), promoções na programação da emissora (12%), ações publicitárias feitas por locutores durante os programas de rádio (12%). Apenas 7% afirmaram se lembrar de anúncios feitos enquanto ouviam podcast e outros 7%, dos anúncios inseridos na playlist do aplicativo que estava ouvindo.
    O estudo mostra ainda que é alta a desconfiança em relação às publicidades recebidas nas redes, enquanto o rádio passa segurança para o consumidor: 65% acreditam que os sorteios e as promoções no rádio são honestos e realmente premiam os ouvintes e 62% confiam mais em marcas anunciadas pelo rádio do que em anúncios que aparecem no celular ou no feed.

    Outro dado revela que apesar de os comerciais entre os programas serem os mais lembrados, os ouvintes preferem as publicidades narradas pelos locutores: 67% afirmam que prestam mais atenção em anúncios narrados pelo locutor do que em um comercial gravado. 67% escolhem rádios pelos locutores e apresentadores, e 64% preferem rádios com locutores da região.

    “O talento humano do rádio não serve apenas para atrair audiência. Ele é o melhor formato comercial do meio”, ressalta a Quaest. 

    Na visão dos insiders do mercado, o estudo aponta que o rádio requer que a peça publicitária seja pensada para se adaptar à sua linguagem, já que o rádio domina a capacidade de transformar palavras em imagens na mente do ouvinte. 

    “O rádio em Minas Gerais já opera na lógica 3.0: molda o vocabulário, engaja em causas sociais, tem credibilidade e dita o consumo por recomendação. Tudo isso, rompendo as barreiras do dial. Ele é, então, um criador de cultura de massa”, conclui a pesquisa.

    A íntegra da pesquisa pode ser acessada clicando aqui.

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