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    O Brasil foi o país mais impactado pela produção sistemática de desinformação, e um dos piores do mundo no quesito achatamento da curva de contágio. A conclusão é de um estudo realizado pela Universidade de São Paulo, batizado de Agnotologia viral: negação da COVID-19 em meio à pandemia no Brasil, Reino Unido e Estados Unidos. Os motivos, adianta o pesquisador Renan Leonel, idealizador e responsável pelo levantamento, são vários: um sistema educacional pouco consolidado, uma população com menos acesso à educação e a escassez de divulgação científica.

     Selecionada entre 300 propostas de todo o mundo pelo Social Science Research Council of New York (SSRC), em parceria com a Henry Luce Foundation, a iniciativa busca apoiar projetos inovadores que investiguem os efeitos, a curto e longo prazo, da pandemia global de COVID-19 na sociedade.

     De acordo com Leonel, o projeto inicial era estudar os conhecimentos gerados pela pandemia. Mas, ao se deparar com a enxurrada de notícias falsas sobre o tema, ele desviou o caminho e resolveu abordar a desinformação e mecanismos de descrédito da ciência oficial em um ambiente sem controle. “A produção de ignorância está se tornando um ator capaz de comprometer os instrumentos de produção do conhecimento”, explicou.

     No Brasil, a equipe responsável pelo estudo se deparou com uma grande variedade de desinformação: defesa do isolamento vertical, além de benefícios da cloroquina e até de vermífugos para conter a doença. De acordo com o pesquisador, “cientistas, divulgadores científicos e jornalistas de ciência passam a ter um trabalho adicional. Além de comunicar a ciência, é preciso comunicar claramente à sociedade o que não é ciência”, salientou.

     Um estudo realizado pela Revista da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene apurou que pelo menos 800 mortes, no mundo, são decorrentes de informações falsas sobre o novo coronavírus. Foram analisadas 2.276 mensagens de texto, e 82% veiculavam conteúdo falso. As postagens foram identificadas em 25 línguas e 87 países.

    Desinformação mata

    Em 20 de março, a ABERT lançou uma campanha que lembra a importância do jornalismo profissional e alerta para os riscos de disseminação de falsas informações, sob pena de colocar vidas em risco durante a pandemia global de COVID-19. Com o lema "Desinformação Mata", a iniciativa é composta por vídeo para TV e redes sociais, além de spot para rádio, e está disponível para compartilhamento gratuito

     

    Para acessar a campanha da ABERT, clique AQUI

     

    Com informações da Agência Fapesp

     

     

    fake news

    O CEO da NAB (National Association of Broadcasters) Gordon Smith informou, na quarta-feira (9), que a NABSHOW 2021 será realizada entre os dias 9 e 13 de outubro de 2021, em Las Vegas (EUA).

    Após o cancelamento do evento em 2020 por causa da pandemia de COVID-19, a edição deste ano foi virtual, com o NABSHOW Express. Para o próximo ano, a NABSHOW 2021 estava prevista, inicialmente, para abril, mês em que tradicionalmente acontece a feira, considerada a maior exposição mundial de produtos e serviços de mídia, entretenimento e tecnologia. Anualmente, mais de 100 mil pessoas de todo o mundo são esperadas no Centro de Convenções de Las Vegas, onde acontece o evento.

    Durante a NABSHOW, a ABERT oferece o Café da Manhã da Radiodifusão Brasileira, momento em que reúne radiodifusores, profissionais de rádio e TV, parlamentares, jornalistas e representantes do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A delegação brasileira costuma ser uma das que mais prestigiam a NABSHOW.

     

     

     

    nabshow edit

     De olho na demanda de capacitação profissional durante a pandemia, a Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACAERT) lançou uma versão digital do curso Smart Radio. A decisão sobre o formato foi submetida à votação entre os alunos.

    O novo módulo ocorrerá de 21 a 23 de setembro, e abordará “Um novo jeito de vender: Da estratégia à ação”. As aulas serão ministradas pelo administrador, consultor e especialista em Neuromarketing e Gestão de Pessoas, Daniel Keller. Ele tratará de temas como neurovendas, inteligência emocional de vendas, busca do cliente ideal, contorno de objeções, fechamento e sucesso do cliente.

    Mais informações sobre o curso, uma parceria da Associação com o SEBRAE/SC, estão disponíveis AQUI

     

     

    capa smart radio sebrae edit

    O Ministério das Comunicações (Minicom) publicou, nesta quinta-feira (3), o Edital de Chamamento Público n° 105, com o objetivo de selecionar empresas para executar o serviço de Retransmissão de Rádio (RTR), possibilitando que o sinal de rádio FM chegue às áreas remotas dos estados da Amazônia Legal.

    Esse primeiro chamamento abrangerá 230 municípios brasileiros, com mais de 10 milhões de habitantes, que poderão ter acesso a esse importante meio de informação, cultura e entretenimento. Destes municípios, 183 ainda não possuem emissoras em FM.

    A atuação do Minicom segue as políticas do governo federal de combate à pandemia, proporcionando a difusão do conhecimento sobre as medidas de prevenção à COVID-19 em municípios carentes de informações.

    O ministro das Comunicações, Fábio Faria, lançou, na terça-feira (1º), o programa Norte Conectado, iniciativa que pretende levar a TV digital e a internet de banda larga à região amazônica. O programa custará R$ 1,4 bilhão e terá nove ramais, conectando os cerca de 10 mil cabos de fibra ótica até a cidade de Tabatinga, no oeste do Amazonas. Estima-se que 9,3 milhões de moradores de seis estados serão beneficiados pela medida. “Com o mesmo recurso, além do acesso à internet, poderemos levar também a tecnologia da TV digital”, defendeu o ministro.

    De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, a medida será essencial para a segurança da Amazônia. “É a área mais rica do mundo e deve ser integrada ao país, com nossos meios e recursos”, afirmou.

    O primeiro trecho, que será iniciado em breve, terá extensão de 650 km e ligará Macapá, capital do Amapá, à cidade paraense de Santarém, passando pelos municípios de Alenquer e Almeirim.

    Também estiveram presentes à cerimônia de lançamento, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, o vice-presidente, Hamilton Mourão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Dias Toffoli, além de ministros e parlamentares.

     

     

    norte conectado

     Jornalismo e propaganda eleitoral no rádio e na televisão foram assunto de encontro virtual realizado pela Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT), na quarta-feira (2).

    Participaram da conversa o ouvidor eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, Raimundo Nonato Silva Santos, a procuradora Regional Eleitoral, Livia Sousa, e a juíza coordenadora da propaganda eleitoral, Mirian Porto Mota. A mediação foi feita pela presidente da ACERT, Carmen Lúcia Dummar Azulai.

    O magistrado apresentou a legislação, os prazos para a disputa eleitoral e também tratou de vedações impostas aos meios de comunicação. Segundo Nonato, é proibido realizar propaganda paga, impulsionamentos, efeitos especiais e utilizar pesquisas de cunho eleitoral que favoreçam determinado candidato. “O Tribunal está pronto para prestar informações, ajudando a esclarecer o eleitor, para que ele exerça o direito ao voto de forma lúcida”, destacou.

    De acordo com a procuradora Livia Sousa, a imprensa é parte essencial do processo e deve exercer seu papel de investigadora, atuando de forma imparcial. “O importante é garantir igualdade ou paridade. Ninguém pode sair na frente na corrida eleitoral”, observou.

    Coordenadora do grupo de juízes da comissão responsável pela propaganda eleitoral, Mirian Porto Mota explicou que a maior diferença entre as eleições de 2020 e o pleito de 2018 é o surgimento da pandemia, que irá afetar a campanha presencial. “A paridade de armas, ou seja, permitir que aqueles que não têm cargo público também tenham espaço para apresentar propostas, é o fiel da balança na democracia”, afirmou.

     Para comemorar 85 anos de existência, a Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado São Paulo (AESP) programou uma série de eventos virtuais para abordar temas da radiodifusão. A programação se estenderá por todo o mês de setembro.

    A primeira edição, realizada na quarta-feira (2) convidou a atriz Carolina Ferraz a refletir sobre a importância da arte.

    Os eventos serão transmitidos pela página da Associação no Facebook, no YouTube e pelo canal Band Multi.

     

     

    aesp 85 anos

    O Memória ABERT abriu, na terça-feira (1º), as comemorações dos 70 anos da TV aberta no Brasil.

    Nas redes sociais da ABERT, Facebook, YouTube e Twitter, já é possível acompanhar a história do meio de comunicação que há sete décadas é considerado uma paixão nacional.

    O resgate da história da TV está em fotos e textos que contam curiosidades e bastidores muitas vezes desconhecidos do público em geral.

    No dia 18 de setembro, data em que se comemora o início das transmissões da TV aberta no país, estão previstas algumas atividades, como o Papo ABERT Especial 70 anos da TV, com os jornalistas e pesquisadores Elmo Francfort e Maurício Viel.

    Os dois são os autores do livro “TV Tupi: do tamanho do Brasil”, que resgata a história da primeira estação de TV da América do Sul, inaugurada em 1950, com seu primeiro canal em São Paulo (SP). O lançamento do primeiro volume do livro também será no dia 18.

    Na mesma data, será lançada nacionalmente a campanha desenvolvida pelo Projeto TV ANO 70, com vídeo para as emissoras associadas.

    As iniciativas em homenagem à TV são colaborativas. A emissora interessada em participar pode enviar vídeos, áudios, fotos e textos para o email Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo..

    Todas as informações e documentos históricos estarão reunidos no site abert.org.br/memoria, que já está em contagem regressiva.

     

     

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    “Nosso foco não deve estar em tecnologias emergentes, mas em práticas culturais emergentes. Temos desejos e necessidades latentes, o que muda é a forma de realizá-los”. A conclusão é do diretor comercial regional do Kantar IBOPE Media, Arthur Bernardo Neto, convidado da quarta edição do Papo ABERT, realizado na quinta-feira (3). “Não estamos falando de mídia, mas de estar onde o consumidor quer que você esteja”, reforçou o diretor geral da ABERT, Cristiano Lobato Flores, responsável pela mediação do encontro virtual.

    O caminho para acompanhar as tendências, afirmou o entrevistado, é manter os olhos atentos ao comportamento do público. Como exemplo do poder transformador desse poder da comunicação, o executivo citou o exemplo de uma cidade turca milenar: na Capadócia, diversos buracos nas paredes de templos antigos funcionavam como telefones, ou espaços por onde a comunidade trocava informações.

    Estudando o que pensam, sentem e os hábitos do consumidor brasileiro, a empresa mapeou os efeitos da pandemia de COVID- 19 no país: 77% dos entrevistados, em 13 cidades diferentes, afirmaram estar preocupados com o surgimento da doença. Cerca de 44% admitiram ter aprendido alguma coisa nova e 43% abriram espaço na agenda para praticar mais exercícios.

    Em relação ao consumo de mídia, o estudo demonstrou que os meios de comunicação profissionais são líderes no quesito confiança da população. O rádio, por exemplo, gera confiança em 42% da população brasileiro, e a televisão, em 37%.

    O rádio demonstrou seu valor no cotidiano dos brasileiros, ao manter-se firme entre as preferências, mesmo em período de oscilações constantes. Dentre os ouvintes pesquisados, 78% afirmaram continuar ouvindo o meio, e 77% deles destacaram dedicar tempo igual ou maior à programação preferida. No mês de julho, a média diária dedicada ao consumo de rádio ficou em torno de quatro horas.

    Além da audiência, o veículo também consolidou seu poder de interatividade. Na primeira semana de abril, as menções a conteúdos de áudio no Twitter cresceram 113%, em comparação com a primeira quinzena de março.

    A média diária de consumo de TV cresceu 19% durante a pandemia, aumentando ainda mais a distância entre o Brasil e outros países: por aqui, dedica-se, em média, 298 minutos diários à programação televisiva. O impacto do conteúdo exibido nos telespectadores também aumentou: em março, a quantidade de tweets relacionados a conteúdo televisivo cresceu 73%, em comparação com o mês anterior.

    Independentemente do meio, 78% dos entrevistados pelo Kantar IBOPE demonstraram interesse em saber como as empresas estão ajudando os próprios funcionários, 75% se interessam por ações de auxílio a comunidades e 71% esperam por mensagens que evidenciem que medidas empresariais poderão beneficiá-lo. “Há um universo importante de consumidores querendo se comunicar com as empresas. O momento é abordar a volta às atividades, os protocolos de segurança e comodidades oferecidas”, exemplificou Neto.

     

    Acesse a apresentação na íntegra AQUI

     

     

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    A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) considera inaceitável que funcionários da Prefeitura do Rio de Janeiro atuem de forma deliberada para impedir o trabalho de jornalistas na porta de hospitais da cidade.

    Segundo reportagens veiculadas nesta segunda-feira (31), diversos servidores do município, reunidos em grupos de mensagens, são distribuídos por unidades hospitalares para interromper a apuração de reportagens que retratam o atendimento à COVID-19, em ações intimidatórias dirigidas tanto a jornalistas quanto a usuários do sistema de saúde.

    Constranger a imprensa em sua missão de informar a população configura atentado contra a liberdade de expressão e o direito fundamental do acesso à informação, especialmente durante a pandemia global causada pelo novo coronavírus.

    A ABERT cobra das autoridades a imediata investigação e punição dos responsáveis pelos atos, que configuram uma tentativa de calar os meios de comunicação e, consequentemente, a democracia.

      SAF Sul Qd 02 Ed Via Esplanada Sl 101 Bl D Brasília - DF CEP:70.070-600

      Email: abert@abert.org.br

      Telefone: (61) 2104-4600

      Telefone: 08009402104

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