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    Ao receber o prêmio Liberdade de Imprensa, ontem, no 25º Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, o presidente do Grupo RBS, Nelson Sirotsky, criticou as tentativas de controlar a imprensa. Lembrou que liberdade de expressão e liberdade de imprensa são irmãs gêmeas, filhas da democracia.

    Sirotsky fez sua “crítica mais contundente” a todos os que não consideram essencial a liberdade de expressão e tentam diminui-la e desmoralizá-la. Citou a atitude de alguns parlamentares no Congresso que, inconformados com a vigilância da imprensa livre, propõem “leis absurdas”, as quais, se fossem aprovadas, violariam a liberdade de expressão. Também criticou projetos de conselhos de comunicação, “que nada mais são do que a mal disfarçada intenção de governantes de interferir na livre comunicação”.

    – Nesse sentido, lamento, mais uma vez, a decisão do governo do Estado do Rio Grande do Sul de insistir na criação de um conselho de comunicação, cuja essência é incompatível com esse princípio de liberdade que estamos reafirmando – disse o presidente do Grupo RBS, aplaudido pela plateia.

    Sirotsky destacou que o país deixou para trás o autoritarismo, o atraso e a miséria crônica. Superou crises econômicas e promoveu avanços, como as leis de Responsabilidade Fiscal, Ficha Limpa e de Acesso à Informação.

    – Como não acreditar numa democracia cuja imprensa denuncia com a mesma ênfase um escândalo como o do Mensalão, que envolveu políticos do governo, e um episódio como o do senador Demóstenes Torres, até então um dos líderes mais fortes da oposição? – ressaltou.

    O empresário agradeceu ao Instituto de Estudos Empresariais em nome do Grupo RBS.

    – É um reconhecimento aos nossos valores. Preciso agradecer pelo trabalho que cada um dos 6 mil colaboradores da RBS desenvolve no aperfeiçoamento e na consolidação de uma cultura de excelência empresarial, de ética e de responsabilidade – destacou.

    Outro prêmio concedido foi o Libertas, para o advogado Carlos Fernando Souto, por ter se destacado na valorização da economia de mercado.

     

    Fonte: Zero Hora - Porto Alegre

    O debate sobre o uso eficiente de radiofreqüências tem se intensificado com a transição da tecnologia analógica para a digital e o desenvolvimento acelerado de novos serviços de comunicação, principalmente o da banda larga móvel.

    O assunto será um dos principais temas discutidos no 29° Seminário Técnico Nacional de Radiodifusão, que ocorre no dia 21 de junho, dentro da programação do 26º Congresso Brasileiro da Radiodifusão.

    Durante todo o dia, especialistas dos setores público e privado mostrarão um panorama sobre o uso do espectro radioelétrico entre os diferentes serviços de telecomunicações, no Brasil e em diferentes países, o papel da União Internacional de Telecomunicações (UIT) na regulação de radiofreqüências e a administração do espectro no Brasil (saiba mais no quadro abaixo).

     

    “Estamos em momento de ebulição no que diz respeito ao uso equilibrado de radiofrequências. Por isso, é fundamental que o radiodifusor entenda o que está acontecendo com o espectro, um bem escasso e finito ”, afirma Paulo Ricardo Balduíno, diretor de uso e planejamento de espectro da Abert e coordenador do seminário.

     

    Também serão discutidos temas que envolvem outros aspectos da gestão de radiofreqüências, como a implantação da TV digital, o rádio digital, problemas de ruídos e de interferências no sinal de radiodifusão sonora e a convivência entre os serviços por satélite e terrestres na faixa de 3,5 GHz. Ao todo, serão realizadas 11 palestras : três pela manhã, uma durante o almoço e sete durante a tarde.

    Na abertura, o tema será Porque regular o espectro?, tratado pelo gerente-geral de Satélites e Serviços Globais da Anatel (Agência Nacional de Telecomuicações), João Carlos Fagundes Albernaz.

    Em seguida, o gerente-geral de Certificação e Engenharia do Espectro, Marcos de Souza Oliveira, e o especialista em regulação da agência, Agostinho Linhares, vão mostrar como as radiofreqüências são administradas no país e explicar o regulamento da Anatel para o seu uso eficiente.

     

    Ainda pela manhã, a presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET), Liliana Nakonechnyj, falará sobre a transição da TV analógica para a digital.

     

    Já no período da tarde, serão realizadas quatro palestras sobre rádio e outras três sobre TV. Entre os temas estão Rádio Digital no Brasil; A extensão da faixa de FM (eFM) e a migração da Faixa de OM; Rádio Digital, Celulares e Internet; e a Utilização da faixa de 700 MHz no Brasil, uma situação especial.

     

    Grupo de trabalho - A Conferência Mundial de Radiocomunicações, que reuniu 2,5 mil delegados de 196 países, em Genebra, aprovou um programa de estudos para o re-planejamento do espectro a ser feito em 2015. Em uma de suas decisões, os conferencistas emitiram uma mensagem contundente à comunidade internacional: a banda larga móvel é importante, mas seu desenvolvimento não deve prejudicar outros serviços relevantes, como a radiodifusão. 

    Após o evento, que foi realizado em fevereiro pela UIT (União Internacional de Telecomunicações), um grupo misto de trabalho (JGT) ficou responsável por definir novas atribuições de frequências para a banda larga móvel.  O estudo permitirá uma análise mais equilibrada sobre os pleitos da banda larga, devido à participação de vários serviços: por satélite, terrestres, científicos e de radiodifusão.

    Para a radiodifusão brasileira, o conjunto das decisões tomadas pelos delegados é positivo, o que mostra que o setor precisa se engajar mais nas discussões em âmbito internacional.

     

    Assessoria de Comunicação da Abert

    A América Latina destacou-se como a região que obteve maior crescimento para a publicidade em 2011. De acordo com o relatório Global AdView Pulse, relativo ao último trimestre do ano, a região registrou crescimento de 11,6% nos investimentos de anunciantes, enquanto a média global foi de 7,3%.

    A televisão teve aumento de 10,1% e o rádio, de 9,7%. A mídia que apresentou maior avanço foi a Internet, com crescimento de 24%. Depois da América Latina, o segundo maior crescimento foi registrado na Ásia (11,5%), e o terceiro, no Oriente Médio e África (11,3%).

    No Brasil, de acordo com o anuário de mídia do projeto Meio e Mensagem, a TV aberta fechou 2011 com 63,3% do bolo publicitário, obtendo crescimento de 9,17% com relação a 2010 e faturamento de R$ 18,01 bilhões. Já o rádio avançou 3,28%, com faturamento de R$ 1,3 bilhão. A TV por Assinatura também apresentou bom desempenho: 17,85% e R$ 1,19 bilhão de faturamento.

    Estudo da consultoria britânica Warc aponta que os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) também têm grande destaque em gastos com publicidade, dentre os quais o Brasil traz o quarto maior avanço, com 8,5%. De acordo com a consultoria, os gastos no setor no país passaram de R$ 11 bilhões em 2003 para R$ 30,1 bi, em 2012.

     
    Assessoria de Comunicação da Abert

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na última terça-feira (10), em caráter conclusivo, três projetos de decreto legislativo (PDCs) que autorizam ou renovam, pelo período de dez anos, concessões de serviços de radiodifusão em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. As beneficias são: Associação Araxaense das Donas de Casa de Araxá (MG), Rádio e Televisão Matozinho FM Ltda e Três Rios Sociedade Barrense de Radiodifusão Ltda, Barra do Piraí (RJ).

    As propostas, apresentadas pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, serão enviadas ao Senado.

    Assessoria de Comunicação da Abert

    O Ministério das Comunicações vai emitir, até o fim desta semana, novos boletos para 65 emissoras que estão inadimplentes no pagamento das outorgas. O prazo para quitar as dívidas será de 60 dias.

    Quem ficar inadimplente a partir de agora, será enquadrado nas novas normas para a concessão de rádios e TVs comerciais, estabelecidas pelo decreto nº 7.670, de janeiro deste ano.

    Se o pagamento não for efetuado após os 60 dias, já valerão as novas regras. Se a pendência for na primeira parcela da outorga, o ministério vai convocar o segundo colocado na licitação. Se a dívida for na segunda parcela, o processo será encaminhado para a Advocacia-Geral da União (AGU) e a emissora poderá perder a outorga.

    A exigência faz parte de um conjunto de medidas tomadas pelo ministério para tornar mais rígidas as regras para o setor de radiodifusão.
     De acordo com o diretor do Departamento de Outorga de Serviços de Comunicação Eletrônica do MiniCom, Dermeval da Silva Junior, o passivo de dívidas anteriores deve ser liquidado, porque situações antigas de inadimplência não se encaixam nas novas regras.

    De acordo com ele, os recursos recolhidos irão para o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (FISTEL), “para reforçar a estrutura física e de pessoal para a fiscalização, tanto da radiodifusão quanto das telecomunicações”, explica.



    Assessoria de Comunicação da Abert com informações do Ministério das Comunicações

     

    Começa neste sábado (14), em Las Vegas, o NAB Show 2012, o maior evento de radiodifusão e mídia eletrônica do mundo. Mais de 90 mil profissionais de mídia de 150 países circularão durante os cinco dias no evento, que reunirá palestras, conferências e exposições de produtos para rádio e TV.

    A delegação brasileira será representada por radiodifusores e engenheiros da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) e da SET (Sociedade Brasileira de Engenharia Brasileira de Televisão).

    Durante o evento, a SET promoverá o SET Trinta, tradicional encontro de radiodifusores e engenheiros latino-americanos realizado em paralelo às programações do evento. Serão nove palestras e fóruns de tecnologia, conduzidos por 18 palestrantes brasileiros e estrangeiros. Dentre os temas a serem debatidos estão Polarização Eliptica: Influências na Performance da Cobertura da TV Digital e Tendências de TV: Telenovelas Novas.

    A programação do NAB Show 2012 inclui ainda uma palestra sobre a experiência brasileira com a televisão digital, organizada pelo Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital em parceria com a SET. 

    O país será representado ainda por 11 empresas brasileiras no Pavilhão Brasil.

    O NAB Show é realizado anualmente pela National Association of Broadcasters, associação que reúne mais de 8,3 mil emissoras de rádio e de TV. Mais informações sobre a programação podem ser obtidas no site oficial do evento (http://www.nabshow.com/2012/default.asp)  ou no site SET na Nab (http://www.set.com.br/eventos_nab.asp#setnanab).

     

    Assessoria de Comunicação da Abert

     

    Investir na atualização de equipamentos está nos planos de mais da metade das emissoras de rádio do país. A Pesquisa do Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) aponta que 52% das estações demonstram interesse em substituir os seus transmissores nos próximos cinco anos.

    Destas, cerca de 40% têm o objetivo de adaptar-se às exigências do rádio digital, 29% de ampliar a potência e 33% de renovar os equipamentos.

    Por esse motivo, as emissoras esperam que do governo políticas capazes de ajudá-las a enfrentar os desafios da migração tecnológica. Mais da metade (57%) considera a isenção fiscal uma medida importante para a adquirir novos equipamentos, por exemplo.

    Essa necessidade também é demonstrada nas estatísticas sobre a capacidade financeira das rádios: 81% responderam que não alcançam os US$ 150 mil necessários para investir na digitalização. Somente 13% dizem possuir mais de US$ 200 mil para o investimento.

    A quantia de US$ 150 mil (ou R$ 300 mil) representa um nível médio de investimento que uma emissora de pequeno porte deverá fazer para migrar de tecnologia, segundo o Labcom. “Os radiodifusores estão à espera de políticas públicas que possam ajudá-los a enfrentar os enormes desafios que a transição irá impor às emissoras”, concluem os pesquisadores Nélia Del Bianco e Carlos Eduardo Esh.

    Outro dado significativo que chama a atenção é o número de rádios que não modernizaram seus equipamentos de transmissão: 35% ainda usam aparelhos valvulados - 37% são AMs e 63% FMs. Incluindo o uso de aparelhos valvulados e modulares, em 68% das emissoras os equipamentos têm até dez anos e em 11,3% delas funcionam há mais de 20 anos.

    Confira aqui a pesquisa.

    Assessoria de Comunicação da Abert

     

    Cerca de 80% das rádios do país possuem site próprio na internet.  Dessas, 44% usam a web para interagir com o ouvinte e 41% para transmitir programação ao vivo. Os dados fazem parte da pesquisa Rádio Digital no Brasil – Mapeamento das condições técnicas das emissoras de rádio brasileiras e sua adaptabilidade ao padrão de transmissão digital sonora terrestre, coordenada pelo Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB).

    O estudo traz um diagnóstico inédito sobre as características técnicas, de produção e de infraestrutura física de emissoras de rádios, perfil dos profissionais e estratégias adotadas pelos radiodifusores para a digitalização. Os dados foram obtidos entre 2009 e 2011.  

    De acordo com a pesquisa, quase 97% das rádios usam internet e em 50% destas o acesso está disponível em todas as instalações. Quem ainda planeja criar uma página na web pretende fazê-lo nos próximos seis meses.

    Atentas às transformações tecnológicas, 80% das rádios usam ao menos um software para processar e editar som.  A grande maioria também possui entre um e três computadores em seu estúdio de transmissão (72,6%), na produção (84,3%) e redação jornalística (59,5%).

    Por outro lado, há um forte decréscimo do uso de equipamentos analógicos: 80,7% aboliram o gravador de fita-rolo e 92% não usam mais as antigas cartucheiras.

    Para o presidente da Abert, Emanuel Soares Carneiro, o estudo confirma uma nova realidade das emissoras de rádio no país. “Os números mostram acelerado investimento em tecnologia e o uso das novas ferramentas para melhorar a qualidade do trabalho no dia-a-dia do rádio”, afirma.

    Perfil - Das rádios pesquisadas, 79,6% têm apenas um estúdio de transmissão, enquanto 3,77% têm três.  Essa proporção é quase a mesma no que diz respeito à produção: 77,7% têm apenas um estúdio de produção e 2,3% têm três.

    Quanto aos seus profissionais, 62% das emissoras possuem jornalistas com formação superior  e 47% destas têm até três profissionais graduados. Na produção, 34% das rádios dispõem de até três graduados em comunicação.

    O estudo mostra ainda que as emissoras equilibram suas programações entre musical (27,8%), jornalismo (27,2%) e prestação de serviços (17,6%). Somente 26% integram alguma rede por satélite e, destas, 13% são cabeças de rede.

    Participaram da pesquisa 750 emissoras brasileiras (304 AM e 243 FMs comerciais,98 comunitárias, 62 FM e 11 AM educativas, 2 OCs e 3 OTs), selecionadas a partir de banco de dados do Ministério das Comunicações, da Anatel e do Anuário do Grupo de Mídia de São Paulo.

    Veja mais em Mais da metade das emissoras querem modernizar equipamentos de transmissão

     Assessoria de Comunicação da Abert

    Com um montante de R$ 258,1 milhões, o rádio e a TV aberta foram os segmentos que mais contribuíram com a distribuição de direitos autorais em 2011, alcançando 63% do total repartido pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição).

    De acordo com levantamento do órgão, foram distribuídos, no total, R$ 411,8 milhões a 92.650 artistas, um crescimento de mais de 18% em relação ao ano anterior.

    Os percentuais de participação dos três segmentos que mais tiveram participação são: 36,27% (rádio),  26,42% (TV aberta) e 15,25% (show), este último reflexo do crescimento da quantidade de shows realizados no Brasil. Somados, esses setores representam quase 80% dos valores distribuídos em 2011.

    Nos últimos cinco anos, a distribuição de direitos autorais cresceu 64,38%, o que significa dizer que a remuneração aos titulares aumentou mais que o dobro da inflação deste período (o índice IPCA-IBGE apurado foi de 30,15%).

    Assessoria de Comunicação da Abert

    paulo_paimSenador Paulo Paim Em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, realizada na última segunda-feira, especialistas alertaram para uma ‘grave crise’ de mobilidade urbana no país.

    Para se ter ideia, mais da metade da população já se desloca por transporte individual, conforme destacou no debate o presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, Otávio Vieira. Para o senador Paulo Paim (PT-RS), que requisitou e presidiu a audiência, o melhor caminho é um transporte coletivo de qualidade e o incentivo a seu uso, o que pode passar por programas de reeducação. “Para isso estamos discutindo também o Estatuto do Motorista, que pode ter viés educativo.

    A proposta também tem foco na diminuição de acidentes e na melhoria da qualidade de vida dos motoristas”, afirmou, em entrevista à Abert. De acordo com o senador, a comissão está atenta ao problema e, por isso, planejou um ciclo de debates sobre mobilidade pública. Ainda neste mês serão realizadas outras duas audiências sobre transporte ferroviário, metroviário e hidroviário e violência no trânsito.

    Confira trechos da entrevista.

    1) Segundo especialistas, mais da metade da população brasileira já se desloca por transporte individual. A mobilidade urbana no país está em crise?

    Sim, está comprovado que o trânsito nas cidades será inviável e entrará em colapso se todos continuarem a se deslocar até o trabalho com o seu veículo próprio e se não houver investimentos no transporte coletivo. Infelizmente chegamos a esse limite porque o Brasil optou pelo transporte via rodovias, abandonando totalmente o transporte ferroviário. É bom que as pessoas tenham carro, mas a infraestrutura brasileira é frágil e não suporta que todos se desloquem de carro, seja para o trabalho, para a escola ou para o lazer.

    2)Quais são as opções para que o problema seja minimizado?

    O melhor caminho, como os próprios especialistas apontaram, é um transporte coletivo de qualidade e o incentivo de seu uso. Durante o debate no Senado foi defendida a combinação de sistemas rápidos de ônibus com linhas de metrô, vias para bicicleta e adequação de calçadas para pedestres. É importante também a integração física dos modais de transporte coletivo, interligando ciclovias, aquavias e ônibus locais, com estações de metro e de trens regionais.

     3) O inchaço de carros nas ruas também passa por uma questão de mentalidade?

    Com certeza. É preciso reeducar a população para desestimular o uso individual do carro e estimular o uso do transporte coletivo. O sistema de transporte urbano de alguns países, por exemplo, principalmente em grandes centros urbanos onde há fluxo intenso, permite que o cidadão vá de carro até um determinado ponto e, de lá ele usa um veículo alternativo, desde motos até bicicletas. Para isso estamos discutindo também o Estatuto do Motorista, que pode ter viés educativo. A proposta também tem foco na diminuição de acidentes e na melhoria da qualidade de vida dos motoristas

     

    Assessoria de Comunicação da Abert

    PASTOREDalton Pastore, presidente do Fórum Permanente da Indústria

    Uma campanha da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), lançada na internet, pretende ampliar o debate sobre restrições à publicidade infantil e a responsabilidade dos pais na orientação dos filhos ao consumo consciente.

    Além de um canal nas redes sociais (twitter e facebook), a entidade criou o blog Somos Todos Responsáveis (STR), que reúne diversos vídeos com depoimentos de artistas, empresários, especialistas, representantes do governo e acadêmicos em defesa da liberdade de expressão comercial.

    Dentre eles estão o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o  cartunista Maurício de Souza, o presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), José Dias Toffoli e a educadora Cris Poli, que apresenta o programa  “Super Nanny”.

    A iniciativa é uma resposta aos diversos projetos de lei que buscam restringir a publicidade infantil, principalmente na televisão aberta. De acordo com o presidente da Abap, Luiz Lara, a simples censura à propaganda infantil não impedirá que crianças tenham acesso a conteúdos, porque o livre fluxo de informações é cada vez maior.

    “Entendemos que o Brasil optou por viver em um ambiente de livre iniciativa, numa sociedade democrática. Além disso, a tutela do Estado não pode substituir o amadurecimento da sociedade brasileira”, afirma Lara.

    Outro objetivo da campanha é conscientizar governo e sociedade civil sobre o papel da autorregulamentação publicitária no país, modelo administrado pelo Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) e reconhecido internacionalmente.

    “A publicidade no Brasil já é rigorosamente controlada. As propostas apresentadas sugerem procedimentos que adotamos há muito tempo”, avalia o presidente do Fórum Permanente da Indústria da Comunicação, Dalton Pastore.

    “Quem acha que banir a publicidade resolve, amanhã precisará explicar o que devemos fazer com a internet, com o merchandising e com os painéis eletrônicos nas ruas”, ressalta Alexandre Secco, da Medialogue, empresa responsável pela criação do blog.

    Outro argumento dos que são contrários à censura é que os programas infantis podem perder espaços na programação da TV aberta por não terem financiamento.

    Assessoria de Comunicação da Abert

      SAF Sul Qd 02 Ed Via Esplanada Sl 101 Bl D Brasília - DF CEP:70.070-600

      Email: abert@abert.org.br

      Telefone: (61) 2104-4600

      Telefone: 08009402104

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